segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Se humilhe sem perder o orgulho

É incrível como mudamos nas fases da vida. A adolescência tira toda a confiança que sentíamos quando crianças. Confiávamos que todos os amigos seriam sempre dedicados a ajudar quando fosse necessário, mas, na verdade, por comodismo e individualismo tornam-se irrelevantes com a desculpa de não saber como melhorar a situação.
Talvez seja culpa de nossa cultura. Quando jovens acreditamos que o melhor amigo ou um bom namorado seja alguém engraçado e simpático que sempre concorda com suas decisões, mesmo que involuntariamente, ao invés de preocuparmos em ter ao lado pessoas caridosas e de bom caráter que discordam a fim de dar bons conselhos.
Isso entre outros obstáculos que enfrentamos durante a vida, como o desemprego, a falta de recursos e os problemas em geral, praticamente cega os jovens que acham que a felicidade se encontra de imediato, mas as conseqüências desse fato desencadeiam a provável desilusão refletindo na vida adulta: o medo de se arriscar e a necessidade de protegerem-se o tempo todo.
Por isso, é muito mais fácil para um jovem impaciente perdoar uma falha que um adulto cauteloso. Os primeiros acreditam fielmente no sucesso enquanto os segundos sentem-se desmotivados.
Não é necessário sermos tão radicais a ponto de erradicar as esperanças. Precisamos avaliar os erros e repará-los, mas nunca deixar de ser quem somos.

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